Prefeitura de Maragogi adere a protesto e fecha as portas

Secretarias de Educação, Saúde, Finanças, Infraestrutura e Administração, funcionarão normalmente




A sede da Prefeitura de Maragogi vai fechar as portas a partir desta segunda-feira (14), em apoio à paralisação promovida pela AMA (Associação dos Municípios Alagoanos). O prefeito Henrique Madeira confirmou a adesão ao movimento nesta sexta-feira (11), após reunião com outros gestores municipais na sede da instituição, em Maceió. 
A decisão de paralisar as atividades foi tomada pelos quase 70 prefeitos que participaram da reunião. O gestor ressalta que a queda nos repasses do Estado e da União está afetando todas as prefeituras, por isso, Maragogi também estará junto com as demais cidades para cobrar soluções que aliviem os cofres municipais. “A situação está insustentável. Os recursos cada vez menores e despesas maiores. Não vamos conseguir cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal da forma que estão indo as coisas e estamos perdendo credibilidade com a população”, justifica.
Entre os dias 14 e 17 de setembro, a Prefeitura irá paralisar os serviços administrativos da sede e de algumas secretarias, sem interromper o funcionamento das secretarias de finanças e administração, das escolas, as ações de limpeza urbana e atendimento em postos de saúde e Unidade Mista. Já no dia 18 de setembro, todos os serviços, exceto os de urgência e emergência do hospital, serão suspensos. Nesta data, os gestores farão um grande ato, com a interdição da ponte que liga Propriá (SE) à cidade alagoana de Porto Real do Colégio. O protesto, inclusive, contará com prefeitos sergipanos.
Além da queda de 38% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), os prefeitos reclamaram que o Governo Federal criou 397 programas, mas quem os mantém são as prefeituras. Para Madeira, as iniciativas do governo federal que acarretam em despesas adicionais dos municípios cresceram muitos nos últimos anos, em decorrência da ênfase dada às áreas sociais. “Os cidadãos gostam desse aumento de benefícios e serviços, e nós não somos contra. Apenas estamos preocupados porque a população não vai aceitar o fim deles e não há nenhuma movimentação no sentido de se rediscutir a divisão de responsabilidades que essas iniciativas trazem para as prefeituras, que já são a parte governamental mais pressionada pelos contribuintes”, enfatiza.
Para esclarecer a população sobre os motivos da mobilização, a Associação dos Munícipios Alagoanos elaborou um material personalizado, que deverá ser confeccionado e colocado nos principais órgãos e pontos das cidades, além disso, a instituição conta com a colaboração da imprensa para disseminar as informações do protesto.

Fonte: PMG
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