Em Sirinhaém , morte de criança dentro de pula-pula ainda é um mistério

Criança tinha três anos e foi encontrado morto dentro do pula-pula desinflado.


                                         Paulo Henrique tinha três anos (Foto:Reprodução:TV Clube)

A morte de uma criança de três anos em um parque de diversões em Barra de Sirinhaém, distrito de Sirinhaém, Litoral Sul de Pernambuco, ainda é um mistério. E revoltou os moradores. O corpo de Paulo Henrique José Ferreira foi encontrado, na manhã do domingo, dentro de um pula-pula desinflado. A principal hipótese é que a dona do brinquedo, Maria Nazaré Bezerra, teria desinflado o equipamento sem perceber que a criança ainda estava nele. Ouvida pelo policial de plantão, ela deve prestar depoimento nesta terça-feira (3) ao delegado local. Dizendo sentir-se ameçada, Maria Nazaré deixou a cidade.

O corpo de Paulo Henrique chegou ao Instituto de Medicina Legal (IML) do Recife no fim da tarde do domingo. O laudo poderá identificar se a criança morreu por asfixia ou algum tipo de trauma. Moradores atearam fogo no pula-pula na tarde de ontem.

Paulo Henrique foi levado ao parque pela mãe Patrícia Maria da Silva, 24 anos. Em depoimento à polícia, ela contou que tirou a criança do pula-pula e quando estava a caminho de casa, enquanto catava latas, a perdeu de vista. De acordo com a prima da vítima, Maria Aline Rosa do Nascimento, ele desapareceu na noite do sábado e quando sentiram a falta, houve uma grande mobilização na cidade para encontrá-lo, mas sem sucesso.

A família refez os passos do dia anterior para tentar descobrir o que havia acontecido. “De manhã, fizemos o caminho todo procurando e mostrando a foto dele. Foi quando uma comerciante do parque disse que encontrou a sandália dele próxima de uma árvore. Então surgiu a possibilidade dele ter voltado ao pula-pula porque tem que ficar descalço”, contou.

Ela disse que foi à casa da dona do pula-pula e insistiu para ver o brinquedo que estava desarmado. “No começo, ela disse achar impossível ter murchado o brinquedo com a criança dentro. Mas foi comigo e quando eu desdobrei a primeira camada de lona, ele estava lá. Aí foi o meu desespero, poderia ser qualquer criança, inclusive minha filha de 4 anos”, contou.

A dona do brinquedo não conversou com a reportagem, mas os relatos dos familiares destacam que ela afirmou que se lembrava do garoto no brinquedo na noite anterior. A comerciante Elisângela Maria da Silva, que encontrou a sandália de Paulo Henrique, explicou que ajudou algumas vezes a dona do brinquedo no processo de desmontagem. “É uma lona pesada. Quando você seca, fica mais pesado ainda e o ar não sai completamente. Então não dá para perceber se tem algo dentro, só se você for tocando, esvaziando”, explicou.

O Instituto de Criminalística (IC) informou que a perícia já foi feita e o resultado deve sair em dez dias.

Fonte: Diário de PE
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