Usina desativada torna-se palco de produções e oficinas artísticas em Água Preta


Em Água Preta, Usina Santa Terezinha recebeu 20 artistas nesta semana.
Eles produziram e ensinaram pintura, fotografia e cinema à comunidade.


Cerca de 150 crianças e jovens de Água Preta participaram das oficinas oferecidas pelos artistas que se reuniram na Usina Santa Terezinha nos últimos cinco dias (Foto: Divulgação / Festival Arte na Usina)

Uma usina desativada tornou-se palco de uma série manifestações artísticas e oficinas culturais nesta semana na Zona da Mata Sul de Pernambuco. Situada em Água Preta, a Usina Santa Terezinha recebeu mais de 20 artistas brasileiros de uma única vez, em um projeto de residência artística batizado de Festival Arte na Usina. Eles passaram cinco dias reunidos, produzindo e ensinando arte aos moradores da região, e expõem os frutos da semana nesta sexta-feira (20).

Artistas e comunidade tornaram-se amigos ao longo dos últimos cinco dias e se confraternizam no almoço desta sexta com um banquete preparado pela chef Neka Mena Barreto que veio de São Paulo apenas para participar da residência. Depois do almoço, o pianista paulista Benjamim Taubkin promove um concerto. Entre as músicas que serão apresentadas, está a canção que ele criou nesta semana em homenagem à usina.

A programação ainda conta com uma performance da bailarina e coreógrafa Lu Brites, que já foi da Cia. de Deborah Colker. Os visitantes ainda poderão conhecer as obras produzidas pelos artistas nos últimos dias, sobretudo as fotos tiradas da usina e da comunidade local. O filme desenvolvido pelas crianças da região durante a oficina de cinema também será exibido. O local ainda mantém obras dos artistas plásticos Hugo França e José Rufino, que já visitaram Água Preta anteriormente.

       A bailarina e coreógrafa Lu Brites fez uma performance em meio ao canavial da Usina Santa Terezinha. Nesta sexta, ele           repete a apresentação no encerramento do festival (Foto: Luiz Braga / Festival Arte na Usina)
Associação Jacuípe

O Festival Arte na Usina busca dar vida ao prédio centenário e levar cultura à comunidade do entorno, através de performances teatrais, apresentações musicais e cursos com grandes nomes da arte contemporânea brasileira. A ideia é do proprietário da Usina Santa Terezinha, Ricardo Pessoa de Queiroz, que quer manter o trabalho cultural com a comunidade. Para isso, fundou a Associação Jacuípe.

“As ações educativas estão voltadas para a melhoria da educação na comunidade, principalmente em relação à arte. E a fundação vai manter essa atividade educativa, dando perenidade ao trabalho de oficinas, cursos e capacitação”, explica Ricardo, dizendo que as oficinas continuarão sendo realizadas na vila e na destilaria desativada da usina.

Além de cinema, as crianças de Água Preta puderam ter contato com fotografia, pintura artística, maquiagem, desenho, pintura e gastronomia nesta semana. Ricardo Pessoa de Queiroz estima que 150 pessoas participaram das atividades.

Ricardo Pessoa de Queiroz, proprietário da usina, criou a Associação Jacuípe durante o festival para manter promovendo oficinas culturais com a comunidade (Foto: Divulgação / Festival Arte na Usina)

Arte na usina
A ideia de reunir artistas brasileiros na Usina Santa Terezinha surgiu há três anos, quando Ricardo Pessoa de Queiroz visitou Inhotim, em Minas Gerais, com a família. Propriedade privada que se transformou em museu ao ar livre, Inhotim concentra obras de diversos artistas brasileiros. Encantado com o lugar, Ricardo decidiu que a usina construída pelo bisavô em 1926 também merecia um pouco de cultura. 

“Sempre gostamos de arte e, em 2011, fomos convidados a conhecer Inhotim, que é um lugar inspirador. Lá, conhecemos o trabalho de Hugo França, que faz obras com resíduos florestais e o convidamos para fazer um trabalho aqui na nossa propriedade. Ele veio e já está aqui pela terceira vez”, conta.
Em todas as visitas, o artista usou matéria-prima local e pediu ajuda à comunidade do entorno da usina. O escultor José Rufino, que foi convidado a produzir na usina em junho, fez o mesmo. Ele trabalhou com documentos e peças de antigos funcionários do estabelecimento. Agora, os trabalhadores emprestam as impressões das mãos para outra obra do artista.

Todas as peças já produzidas por José Rufino estão em exposição no antigo hangar da usina desde agosto. Segundo Ricardo, mais de 1,2 mil pessoas já visitaram a mostra. Um vasto acervo de Hugo França também pode ser encontrado na usina.
Festival
O festival Arte da Usina contou com o apoio do Festival Arte Serrinha, que acontece em São Paulo há 14 anos e saiu de Bragança Paulista pela primeira vez nesta semana para vir à Usina Santa Terezinha. Em Pernambuco, o festival começou no último domingo (16) e segue até a noite desta sexta (20).

Do G1 PE

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