MPF investiga atraso da Barragem de Serro Azul;'Há o risco de transbordar' diz MPF

Procuradoria apura motivos de suposta demora na conclusa?o de reservatório.


O Ministério Público Federal (MPF) investiga, por meio de inquérito civil, os motivos do suposto atraso das obras na Barragem de Serro Azul, localizada na Mata Sul de Pernambuco. Segundo portaria publicada no Diário Oficial da instituição, há o risco de “galgamento da barragem”, ou seja, do reservatório transbordar.
"A segurança da Barragem de Serro Azul ainda na?o pode ser considerada adequada, considerando o atual estagio de construção", assinala a procuradora da república Ana Fabíola de Azevedo Ferreira. Por meio de nota, a assessoria de Comunicação do Secretaria de Desenvolvimento Econômico informou  que o "inquérito já foi concluído e não existe risco de galgamento".As informações são do site G1
A nota informou ainda que a conclusão do inquérito sobre o galgamento foi no mês de janeiro. A portaria de instauração do inquérito foi publicada no Diário Oficial do MPF no dia 2 de março. "As obras da Barragem de Serro Azul estão em execução com prazo de conclusão mantido até o final do primeiro semestre de 2016. Não havendo risco de galgamento, pois a parte terrosa da barragem já está superior à cota 186, o que já garante segurança para a população", diz a nota do governo do estado.
Contenção de enchentes
A construção do reservatório faz parte das medidas de contenção anunciadas pelo governo estadual, a exemplo da construção de barragens, para que enchentes como a de 2010 não voltem a ocorrer.
A barragem, que fica no município de Palmares, tem 73 metros de altura e mais de um quilômetro de comprimento. Na área, 907 hectares de terra serão inundados. O lago da represa vai se estender por três municípios: Palmares, Catende e Bonito. Quando estiver pronta, Serro Azul terá capacidade para armazenar 303 milhões de metros cúbicos de água
Os recursos para construção são provenientes dos governos estadual (R$ 300 milhões) e federal (R$ 200 milhões), através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em contrapartida, o Estado também entrou com mais R$ 200 milhões para fazer obras no entorno, como desapropriações e estudos ambientais.


Fonte: G1/PortalPE10
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