Delegada vai a Tamandaré colher depoimentos sobre caso Morato

Pelo menos duas pessoas devem ser ouvidas na cidade onde empresário morou por vários anos e foi comerciante


A delegada Gleide Ângelo, responsável pelas investigações sobre a morte do empresário Paulo César de Barros Morato, colhe hoje depoimentos de pessoas ligadas à família do homem encontrado morto no quarto de um motel em Olinda. A delegada, titular da divisão de homicídios da Delegacia de Polícia de Olinda, viajou para o munícipio de Tamadaré, litoral Sul de Pernambuco, para ouvir as testemunhas a partir das 11h da manhã.

A polícia não divulga detalhes sobre a investigação. Pelo menos duas pessoas devem ser ouvidas na Delegacia da cidade onde Paulo César morou por vários anos e foi comerciante. Ele era dono de estabelecimento de venda e assistência técnica de telefones celulares. Tido como uma pessoa boa e tranquila na localidade, o empresário é apontado pela Polícia Federal (PF) como um dos principais  laranjas de um esquema de desvio de verbas públicas para o financiamento de campanhas eleitorais do ex-governador Eduardo Campos (PSB). Durante a operação Turbulência, Morato teve a prisão preventiva decretada e chegou a ser considerado foragido, sendo encontrado morto no dia seguinte.

Depois de passar 11 dias no Instituto de Medicina Legal (IML), no Recife, e ser liberado sem alarde, o corpo de Morato foi sepultado no Cemitério de São Miguel, em Barreiros no domingo passado. O laudo do IML indica que ele morreu envenenado por chumbinho. De acordo com as perícias realizadas pela Polícia Científica, a causa da morte foi intoxicação exógena por organofosforado, substância comumente utilizada para controle de pragas e conhecida popularmente como chumbinho.

Oito exames foram realizados para se concluir a real causa da morte do empresário. Já estão prontos os laudos do exame de DNA, o histopatológico e toxicológico nas vísceras. Restam ser concluídas as perícias das imagens do circuito de segurança do Motel Tititi, onde o corpo foi encontrado, a papiloscópica (análise das digitais), química, tanatoscópica e local de morte a esclarecer. Os últimos resultados deverão ficar prontos em até 10 dias. Posteriormente, o material deverá ser encaminhado para a Polícia Civil para auxiliar na conclusão do inquérito.

Entenda o casoO empresário Paulo César de Barros Morato estava sendo investigado pela Operação Turbulência e foi declarado como foragido pela Polícia Federal na terça (21). Ele foi encontrado morto na noite da quarta-feira (22) no Motel Tititi, na Avenida Perimetral, em Olinda. A delegada Gleide Ângelo e o delegado Jorge Ferreira investigam para saber se houve suicídio, homicídio ou morte natural, que já foi descartada pela perícia.

Segundo a PF, ele era suspeito de integrar "uma organização criminosa" que teria desviado R$ 600 milhões, envolvendo pelo menos 18 empresas que seriam de fachada e tinham abastecido campanhas políticas de Pernambuco e do Nordeste. Paulo Morato seria o dono da empresa "Câmara & Vasconcelos Locação e Terraplenagem LTDA". Ele ainda é apontado pelo Ministério Público como um dos que aportou recursos na aquisição da aeronave Cesnna, que transportava o ex-governador Eduardo Campos em 2014, falecido em 13 de agosto daquele ano, num acidente aéreo.

O Ministério Público Federal informou que Paulo César tinha em conta R$ 24,5 milhões, mas era considerado como "testa de ferro" porque as condições de vida dele não condiziam com o dinheiro encontrado.

Com informações do repórter Rodrigo de Luna, da TV Clube

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