Brasil empata por 0 a 0 com a África do Sul na estreia nas Olimpíadas

Estreia do masculino na Olimpiadas foi considerada como fracasso


Pela primeira vez, em 20 anos, a Seleção Brasileira estreou sem vencer no torneio masculino dos Jogos Olímpicos. Não foi uma derrota como aquela para o Japão na primeira rodada da fase de grupos de Atlanta-1996, mas teve um sabor semelhante nesta quinta-feira no Mané Garrincha. Com um jogador mais do que a África do Sul durante 30 minutos no segundo tempo, o Brasil não conseguiu fazer um gol sequer e frustrou 70 mil pessoas. Na preliminar, outro 0 x 0 na partida entre Iraque e Dinamarca. O Brasil volta a campo no domingo, às 22h, contra o Iraque. Antes, a África do Sul encara a Dinamarca.

Além do 0 x 0, o destaque da partida foi o gramado do Mané Garrincha. Em mais de um lance os jogadores levantaram a areia do gramado. Um jogador da África do Sul chegou a cair sozinho por causa de um buraco. Ao chutar o chão em uma finalização, Neymar também levantou terra.

A Seleção começou a partida surpresa com a forte marcação da África do Sul. Obediente taticamente, o time formou duas linhas de quatro na defesa e no meio de campo e vendeu caro espaços para o Brasil jogar. Em vez das tabelas e dos lançamentos da vitória sobre o Japão no amistoso de sábado, o que se viu foi muita ligação direta entre a defesa e o ataque. Sob pressão, a dupla Marquinhos e Rodrigo Caio voltou a errar na saída de bola e deixou o goleiro Weverton numa fria na primeira ação ofensiva sul-africana. Mothiba finalizou em cima do camisa 1. 

Quem esperava um show do trio de ataque formado por Neymar, Gabriel Jesus e Gabigol enxergou o carregador de piano Thiago Maia se destacar com desarmes precisos. Os nomes badalados só começaram a aparecer com quase meia hora de jogo. Neymar chutou forte de perna direita e o goleiro Khune mandou para escanteio. Em uma bola enfiada para Gabigol, o camisa 9 saiu na cara do gol, mas a defesa novamente atenta.

Aos 36 minutos, foi a vez de o brasiliense Felipe Anderson incomodar. O meia pegou a bola de primeira e ela caprichosamente foi para fora. No lance seguinte, Gabriel Jesus, vendido na última sexta-feira para o Manchester City por R$ 121,1 milhões quis dar um toquinho a mais e não fez o que deveria, ou seja, chutar a gol. 

Neymar voltou a chamar a responsabilidade aos 40 minutos. Depois de receber a bola da esquerda, dominou, ajeitou e disparou um míssil obrigando Khune a fazer bela defesa.  

A África do Sul tomava sufoco, mas de vez em quando usava a forte marcação para surgir na cara do gol. Quando não conseguia finalizar, arrisca arremates de longe, como aos 34, quando Dolly deu um frio na espinha da torcida. A bola saiu raspando a trave esquerda de Weverton. O Brasil terminou o primeiro tempo com 60% de posse de bola, nove finalizações a gol, mas apenas duas no alvo. Mesmo assim, a África do Sul deu muito trabalho.

O segundo tempo começou com uma cena bizarra do terceiro melhor jogador do mundo. O atacante Neymar invadiu a área pela esquerda e chutou o chão na hora da finalização, arrancando areia do terrível gramado do Mané Garrincha. A resposta sul-africana foi outra finalização perigosíssima de Dolly que passou em frente ao gol verde-amarelo. Em outra investida, Dolly achou Mothiba, que cabeceou fraco, para sorte do goleiro Weverton.

Aos 14 minutos, Mvala fez uma lambança. A África do Sul dominava a partida e o volante cometeu uma falta desnecessária em Zeca no campo de ataque. Recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. Com um a mais, o técnico Rogério Micale trocou o meia Felipe Anderson pelo atacante Luan e depois Renato Augusto — que saiu vaiado — por Rafinha Alcântara. 

Com quatro atacantes em campo — Neymar, os Gabriéis e Luan — o Brasil partiu para o abafa. Aos 24 minutos, Luan invadiu a área e chutou cruzado. A bola passou por Gabigol e chegou a Gabriel Jesus. Desajeitado e com pouco ângulo, ele conseguiu acertar a trave. A pressão se intensificou com um chute cheio de efeito de Neymar. A bola chegou a tocar a rede por cima do gol, enganando parte da torcida no Mané Garrincha.

Aos 30, em novo lance puxado por Neymar, Gabigol finalizou de primeira e o goleiro da África do Sul apareceu novamente para lacrar o gol e consolidar a primeira decepção verde-amarela antes mesmo da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio-2016.
 
Rio 2016
 
Brasil 0

Weberton; Zeca, Marquinhos, Rodrigo Caio e Douglas Santos (William); Thiago Maia, Felipe Anderson (Luan) e Renato Augusto (Rafinha Alcântara); Gabriel Jesus, Gabigol e Neymar

Técnico: Rogério Micale
 
África do Sul 0

Khune; Mobara, Mathoho, Coetzee e Modiba; Mvala, Mekoa e Motupa; Masuku (Morris), Mothiba e Dolly

Técnico: Owen da Gama
 
Cartões amarelos: Thiago Maia (Brasil), Mvala, Mathoho (África do Sul)
Cartão vermelho: Mvala
Público e renda: não divulgados
Árbitro: Antonio Mateu Lahoz (Espanha)
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