Solidariedade e inclusão no dia do Estudante do IFPE Campus Barreiros

Evento realizado nos dias 11 e 12 de agosto teve o objetivo de sensibilizar a comunidade acadêmica e arrecadar donativos para crianças com microcefalia




Durante os dias 11 e 12 de agosto, o IFPE-Campus Barreiros promoveu o I Dia do Estudante Solidário. Com o tema “Aprendendo a compartilhar”, o evento teve o objetivo de sensibilizar estudantes, servidores e a comunidade externa em relação à temática da inclusão e arrecadar donativos para instituições que trabalham com crianças com microcefalia e outras deficiências.
Com uma programação variada, que incluiu atividades culturais e esportivas, debates, oficinas e prestação de serviço à população, a iniciativa teve o apoio das secretarias municipais de Saúde e de Ação Social de Barreiros, além do Centro de Reabilitação e Valorização da Criança (Cervac), do Recife.
Abertura
A noite de abertura do I Dia do Estudante Solidário, realizada nesta quinta-feira (11), foi marcada pela potência da música e do cinema. Após as boas-vindas do diretor geral, Adalberto Arruda, do diretor de Ensino, Caetano Pereira, e do professor e idealizador do evento, Rodrigo Lucena, o público que lotou o auditório central pôde prestigiar a apresentação da Big Band do Campus Barreiros. Formado por estudantes do curso técnico em Instrumento Musical e músicos da região, o grupo trouxe um repertório que variou do jazz ao frevo.
Na sequência, foi a vez do Cine Campus discutir a temática da inclusão a partir da arte cinematográfica. Com o tema “Nada sobre nós sem nós”, o cineclube exibiu dois curtas-metragens: a animação espanhola Cuerdas (2013), de Pedro Solis, e a ficção pernambucana Casa dos Estranhos (2010), de Pablo Polo.
A sessão foi mediada pela coordenadora do projeto, Arabelly Ascoli, a bolsista Mayra Gabryella e o intérprete de Libras do IFPE-Barreiros, Carlos Eduardo Oliveira, que falou um pouco sobre o contexto da inclusão dentro do campus, onde há estudantes surdas e surdos. “A inclusão não é voltada só para pessoas com deficiência, mas para todo tipo de gente. Ela começa em nós, nos estudantes, nos professores. Quero que vocês se enxerguem como agentes de inclusão”, provocou Carlos.  
Em seguida, ele convidou para subir ao palco o estudante do curso técnico em Alimentos, João Vitor Silva, para contar um pouco de sua experiência como aluno surdo no Campus Barreiros. “Eu só tenho a agradecer às pessoas que me ajudam aqui e à política de inclusão do IFPE. Há entraves na comunicação e o intérprete é minha independência dentro do campus. É uma eliminação das barreiras, uma felicidade”, compartilhou João Vítor.
Copinha e atividades culturais
O segundo dia do evento foi dedicado ao lazer dos estudantes e serviços à população. Durante a manhã da sexta-feira (12), foram oferecidas aulas de karatê, taekwondo e capoeira em parceria com a Secretaria Municipal de Ação Social, além de uma oficina de dança e teatro com as professoras Priscilla Botelho e Jaqueline Alves. À tarde, um toldo da Secretaria Municipal de Saúde foi armado e ofereceu, gratuitamente, serviços como aferição de pressão, teste de glicemia e saúde bucal.
Um dos destaques da programação foi a I Copinha Davi Lucas de Futsal, que homenageou o filho do idealizador e organizador do evento, o professor Rodrigo Lucena. Nascido com anencefalia, Davi Lucas faleceu com poucos dias de vida. “Por ter passado por essa experiência, quis ajudar outras famílias que estão vivendo uma situação parecida e os estudantes abraçaram a causa e se envolveram bastante com a proposta”, conta ele.
Além da competição, as equipes participaram de uma gincana para arrecadar alimentos não perecíveis e itens de higiene pessoal infantil, como fraldas, tolhas e lenços umedecidos. Pessoas da comunidade interna e externa também pu deram realizar doações diretamente no IFPE-Barreiros.
“Todo material arrecadado será doado para instituições que trabalham com crianças com necessidades especiais. Mas a ideia é que a gente possa doar também amor e esperança para outras pessoas”, afirmou Rodrigo.
Caravana da inclusão
O primeiro Dia do Estudante Solidário ainda recebeu a caravana da inclusão, organizada pelo Centro de Reabilitação e Valorização da Criança (Cervac), do Recife. Além de produtos artesanais e uma conversa sobre o contexto das crianças e famílias com microcefalia e outras deficiências, a caravana trouxe o grupo de dança “Arco-Íris dos Sonhos” e a banda “Força Especial”, que emocionaram o público. 

“Da mesma forma que a Cervac acolheu essas crianças e jovens especiais, esperamos que a as cidades por onde passamos façam o mesmo. A gente precisa fazer a diferença, com um olhar mais de amor e respeito e não de preconceito”, destacou a fisioterapeuta da ONG, Cássia.


Com Informações da Assessoria
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