Começa a moagem de cana 2016/2017 em 50 cidades de Pernambuco

Previsão é de processar 13 milhões de toneladas de cana.


Os produtores do setor sucroenergético de Pernambuco esperam moer cerca de 13 milhões de toneladas de cana na safra 2016/2017, que teve início na maioria das usinas há alguns dias. Das 16 usinas em atividade no Estado, quatro ainda vão iniciar os trabalhos, e o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha, estima uma produção de 900 mil toneladas de açúcar e entre 320 e 350 milhões de litros de etanol. Ao todo, o setor está empregando 70 mil trabalhadores e envolve 50 municípios. Para o Nordeste, a previsão também é de crescimento tímido em relação à moagem de 49 milhões de toneladas na safra anterior.

“Não vai haver queda, mas deve haver um crescimento tímido por conta da falta de chuva. A chuva vinha de dezembro até maio, mas houve uma diminuição em junho e julho na Zona da Mata. No mês de julho, choveu cinco vezes menos do que no ano passado em alguns lugares”, analisou Cunha. O presidente do Sindaçúcar também afirmou que o interesse na produção do etanol continua menor em relação ao açúcar devido ao bom preço do grão e à necessidade de maior regulação do mercado que promova competitividade ao combustível.

“O etanol está deprimido em termos de preços e competitividade, necessitando da Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide), que precisa ter um caráter ambiental. O combustível que traz um ônus ambiental precisa ser taxado”, acrescentou se referindo à gasolina, que sofre incidência do tributo.

A competitividade do etanol tem sido motivo de reclamações dos produtores constantemente. Na próxima quinta-feira, o Sindaçúcar vai ao Rio de Janeiro participar de um encontro na Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para se queixar da intenção do órgão em revogar a resolução 58 de 17 de outubro de 2014, que proíbe a importação de etanol por parte de distribuidoras. “Essa liberação vai de encontro com a política de manutenção de empregos no Nordeste e a arrecadação através de impostos”, disse. 

“Ultimamente, no País, tem uma certa prática de importar combustível, mas uma coisa é importar gasolina e diesel, outra coisa é fazer isso com o etanol. Não faz sentido que um país, que produz 30 bilhões de litros de etanol e chega a exportar 1,2 bilhão, passar a importar etanol”, completou.

FolhaPE
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