Coronéis tentaram “calar a boca” do padre de Tamandaré sobre violência no município




Coronéis da PM teriam aconselhado o padre Arlindo, da Paróquia de Tamandaré, no litoral sul de Pernambuco, a silenciar sobre a onda de violência que campeia no município para não “alarmar” os veranistas.

A denúncia foi feita nesta sexta-feira na Assembleia Legislativa pelo deputado Álvaro Porto (PSD), um dos mais duros críticos do Governo do Estado na questão da “violência”, embora pertença a um partido da base governista.
Segundo ele, o pároco procurou os coronéis para pedir reforço policial para o município e eles tentaram lhe convencer a ficar calado para não “alarmar” veranistas.
“Para quem devemos apelar quando quem deveria garantir segurança tenta convencer um padre a mentir? A quem recorrer quando a ordem no Estado é fantasiar que está tudo bem, enquanto moradores e veranistas são vítimas de bandidos? Se não chegamos ainda ao fundo do poço, não sabemos mais onde iremos parar com esse tipo de segurança que prefere esconder fatos e enganar o povo”, disse o deputado do PSD.
Ele contou que esteve com o padre Arlindo, na semana passada, e que ele lhe confirmou a conversa que teve com os coronéis, gravada por um celular e  postada nas redes sociais, autorizando-o a divulgá-la.
Segundo o pároco, para registrar um “Boletim de Ocorrência” o cidadão tem que se deslocar para a Delegacia de Palmares porque a de Tamandaré não funciona. Além disso, o município, de 22 mil habitantes, tem apenas dois policiais.
“Não dá para assistir a tudo isso sem voltar aqui para  protestar. É impossível continuar levando a vida como se nada tivesse acontecendo. Como se tudo o que é denunciado e cobrado aqui fosse questão de política ou de partidarização. Não é. Jamais foi. O que fazemos aqui, oposicionistas e governistas, é dar voz à angústia da população, que há tempos está apavorada com tanta insegurança”, acrescentou Álvaro Porto.
Em seguinte, citou mais casos de violência que assustaram os pernambucanos nos últimos dias: explosões de caixas eletrônicos no Moda Center de Santa Cruz do Capibaribe e no Shopping Costa Dourada no Cabo de Santo Agostinho; homicídios em série em Bezerros; assassinatos registrados no estacionamento da Fábrica Tacaruna e no Pátio de São Pedro, no Recife; e a rebelião que resultou em quatro mortes na Funase de Timbaúba, na Mata Norte.

“Enquanto isso, nas delegacias, os policiais fazem cota para comprar papel, tinta, papel higiênico e até água para beber”, concluiu.

Com Informações: Inaldo Sampaio 
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