Maragogi: juiz convoca para fevereiro audiência no processo que cobra pagamento de salários

Servidores de Maragogi estiveram no Fórum para levar novas informações sobre a situação e foram recebidos.

O juiz da Comarca de Maragogi, Diogo de Mendonça Furtado, informou, na tarde desta quinta-feira (12), que vai convocar, para fevereiro, audiência de conciliação no processo movido pela Defensoria Pública, cuja ação cobra o pagamento de salários atrasados, deixados pela gestão do ex-prefeito Henrique Peixoto (PSD).

Em dezembro do ano passado, a defensora pública, Carolina Góes, ingressou com uma ação civil pública para forçar o município de Maragogi a quitar os salários em atraso, depois que a prefeitura descumpriu o calendário de pagamento firmado com o Ministério Público Estadual (MPE) e anunciado pela própria gestão.

Segundo o magistrado, a audiência ainda não tem data definida e só poderá ser realizada em fevereiro, após o fim das férias da defensora pública, que moveu a ação.

Para a audiência, o juiz convocará o prefeito de Maragogi, Fernando Sérgio Lira (PP), para se inteirar da atual situação do município. Na manhã desta quinta-feira (12), cerca de 150 servidores, entre ativos e inativos, foram até o Fórum Tabelião Melchíades Lindoso. Eles queriam ser recebidos pelo juiz para levar novas informações acerca da situação salarial.

Segundo o motorista Eli Sérgio Rocha de Oliveira e o fiscal de limpeza urbana Melchíades Lima, servidores ativos e inativos ficaram sem receber os meses de outubro, novembro e dezembro de 2016. Algumas categorias também não teriam recebido o 13º salário.

“O ex-prefeito afirma que pagou e o atual disse que não vai pagar o que já foi pago. Acontece que nós servidores não recebemos. Então, estamos aqui para trazer essas novas informações ao juiz dentro do processo já em curso”, explicou Eli Sérgio.

Um grupo de servidores ligados ao ex-prefeito afirma que Henrique Peixoto deixou empenhado R$ 784.437,78 para o pagamento dos salários de efetivos, comissionados, da Guarda Municipal e dos garis contratados, mas que a atual gestão não teria efetivado os pagamentos.

“Não estamos aqui para falar mal de A ou de B, estamos aqui lutando pelos nossos direitos”, disse uma servidora, que pediu para não ser identificada. No fim da manhã, o juiz recebeu os representantes dos dois grupos e informou sobre a audiência convocada para fevereiro.

GW

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