Conselho denuncia contaminação de praia em Tamandaré

Constatou-se a presença de coliformes fecais acima do aceitável: um índice de 7000/100mL enquanto a legislação permite até 400/100mL


Um trecho de 16 quilômetros inseridos no Parque Natural do Forte de Tamandaré e nas Áreas de Proteção Ambiental (APAs) de Guadalupe e Costa dos Corais está seriamente poluído pelo esgoto jogado, sem nenhum tratamento, nas praias que cortam as Unidades de Conservação (UCs). A denúncia, do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Condema), é resultado de uma análise laboratorial, na qual foi coletada a água de 11 pontos distribuídos entre as praias de Tamandaré, Campas e Boca da Barra (incluindo as galerias de água pluvial). 

Os números assustam: constatou-se a presença de coliformes fecais acima do parâmetro aceitável, registrando-se um índice de 7000/100mL, enquanto a legislação permite até 400/100mL. Com base nas análises laboratoriais, vídeos e vitorias feitas in loco, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Tamandaré lavrou auto de infração contra a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) num valor de R$ 1,2 milhão. “Calculamos o valor da multa com base numa série de irregularidades, a exemplo da contaminação ambiental, riscos de epidemias de doenças graves por meio do contato com o mar ou rio, má prestação do serviço cobrado e graves falhas no sistema de coleta e tratamento de esgoto”, afirma o secretário da pasta, Manoel Pedrosa. 
Em Tamandaré, a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) fica localizada próximo ao rio Ariquindá, que recebe uma carga de cerca de 80% de toda a zona urbana da cidade. Mas, o problema na cidade é tão recorrente que é comum, a cada rua, ver esgoto a céu aberto. Indignados com a situação, moradores enviaram à Folha um vídeo no qual é mostrado um líquido de cor esverdeada sendo despejado para uma galeria de água pluvial, caindo diretamente num corpo d’água conhecido como Riacho do Jacaré. Confira o vídeo:


Esse riacho deságua no rio Mamucabas, local atrativo para banhistas. “O Mamucabas até uns anos atrás era considerado o rio mais limpo e saudável de Pernambuco porque nasce na Reserva Biológica do Saltinho e deságua na Baía de Tamandaré. Um absurdo essa irresponsabilidade da Compesa”, avalia o professor do Departamento de Oceanografia da UFPE, Mauro Maida.

Procurada, a Compesa informou que “os esgotos são tratados e lançados no meio ambiente de acordo com a legislação ambiental vigente” e que a cor esverdeada “é própria da concepção do sistema de tratamento utilizado na localidade”. A companhia disse que muitos imóveis estão lançando esgoto irregularmente na rede de captação de água de chuva e que os dejetos correspondentes aos 70% da área urbana de Tamandaré que são coletados também são tratados . Por fim, a companhia informa que eventuais análises comprovando o lançamento de esgoto in natura no meio ambiente “não correspondem às áreas atendidas” pela empresa e afirma que quando for notificada, irá recorrer.

Fonte: FolhaPE
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2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. -------- ISQUECERU DAS BARRACA NA PRAIA!!!... ---------

    A Prefeitura da cidade de Tamandaré em Pernambuco (https://www.facebook.com/Prefeitura-Municipal-de-Tamandar%C3%A9-670406586477408/) , está elaborando um "Projeto" para recolocação das Barracas (Quiosques!...), na Orla de nossa cidade:
    .
    MAIS É SÊGRÊDU, NINGUÉIM PÓDI SABÊ; NÉIN US BARRAQUÊRU!!!... ( Com Excessão do "Cinho"; Já que o mesmo é Vereador e precisa "Aprovar o Projeto".... )
    .
    - Vão pricisá diminuí u numéru di Barraca ( Pêla Metadi!!!... ); Mais será qi num tem "Alguém" cum a sua GARANTIDA???!!!... -
    .
    -------------- KÁKÁKÁkkkkkkkkkk...... ---------------

    - Constituição da República Federativa do Brasil -

    Artigo. 20 - São bens da União:

    -"As praias são bens públicos de uso comum do povo, sendo assegurado, sempre, livre e franco acesso a elas e ao mar, em qualquer direção e sentido, ressalvados os trechos considerados de interesse de segurança nacional ou incluídos em áreas protegidas por legislação específica.

    § 1º. Não será permitida a urbanização ou qualquer forma de utilização do solo na Zona Costeira que impeça ou dificulte o acesso assegurado no caput deste artigo.

    § 2º. A regulamentação desta lei determinará as características e as modalidades de acesso que garantam o uso público das praias e do mar.

    § 3º. Entende-se por praia a área coberta e descoberta periodicamente pelas águas, acrescida da faixa subseqüente de material detrítico, tal como areias, cascalhos, seixos e pedregulhos, até o limite onde se inicie a vegetação natural, ou, em sua ausência, onde comece um outro ecossistema.
    .
    https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=566501186734871&id=100001249839663
    .

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