Cine Carimã: o contato com a sétima arte


Projeto de cineclube do Campus Barreiros busca criar a cultura do cinema em uma região onde as salas de exibição de filmes foram fechadas




Aproveitar o horário de folga para ir ao cinema é um lazer que os moradores de Barreiros e de toda a Zona da Mata Sul não podem fazer, pelo menos perto de casa. A sala mais próxima da cidade fica a 100 quilômetros de distância, em Cabo de Santo Agostinho, na região metropolitana do Recife. Para diminuir a saudade de quem viu os estabelecimentos da cidade fecharem as portas nos últimos anos e desenvolver o gosto pela sétima arte nos jovens, o IFPE-Barreiros criou em 2016 o cineclube do Campus, que agora em 2018 passou a se chamar Cine Carimã. O nome é uma homenagem ao Rio Carimã, que corta e abastece a cidade.

A proposta de cineclube do Campus Barreiros, no entanto, não é preencher a lacuna deixada pela ausência de cinemas na região, mas de exibir filmes que possam educar e estimular o debate em quem assiste às sessões. De acordo com a professora Priscila Botelho, coordenadora do projeto de extensão, o objetivo principal é discutir assuntos como preconceito, racismo, identidade de gênero e inclusão social - temas que, muitas vezes, o cinema comercial não contempla.

A professora explica ainda que a proposta do cineclube tem três diferenças essenciais em relação ao cinema comercial: não ter fins lucrativos, ter estrutura democrática e um compromisso cultural e ético. Para ela, inserir os alunos no mundo da sétima arte é fundamental: “nós, professores, não podemos usar os filmes como tapa buracos de aulas, sem refletir sobre aquilo que está sendo visto. O cinema é um instrumento riquíssimo, que se utiliza de diferentes formas de linguagem para mostrar temas que precisam ser vistos e discutidos”, explica.

No Cine Carimã são exibidos, preferencialmente, filmes de curta duração (no máximo 20 minutos), com debate entre os espectadores após a exibição. As sessões geralmente ocorrem nos períodos em que o Campus realiza eventos ou em datas comemorativas. Em 2018, na programação do mês das mulheres, foram exibidos os filmes “Vida Maria”, de Márcio Ramos (2007) e “Autofagia”, de Felipe Soares (2016).



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