Estaleiro Atlântico Sul dá férias coletivas a funcionários


Greve dos caminhoneiros provocou falta de materiais no estaleiro. Férias foram aprovadas em assembleia de trabalhadores


O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) decidiu dar férias coletivas a cerca de 3.100 funcionários, o que equivale a aproximadamente 90% do total, após passar três dias sem funcionar por falta de matéria-prima. A decisão foi tomada por meio de votação em uma assembleia de trabalhadores.

Os materiais não chegaram ao estaleiro por causa da paralisação dos caminhoneiros, que bloqueou pontos de rodovias em todo o país e limitou o fluxo de veículos no Porto de Suape, em Ipojuca, no Grande Recife. De acordo com o EAS, o prejuízo por dia útil não trabalhado chega a R$ 2 milhões. Os principais materiais em falta no local são gás para os equipamentos e solda.

De acordo com o presidente do estaleiro, Harro Burmann, a decisão de conceder as férias coletivas foi tomada com o objetivo de reduzir os prejuízos ocasionados ao estaleiro, durante os dias com as atividades paralisadas.

"Mesmo com a retomada dos caminhoneiros, não chegaria material suficiente para dar continuidade ao trabalho, porque tudo estava na estrada, ou em falta. Não poderíamos deixar nosso pessoal esperando. O prejuízo é de R$ 2 milhões a R$ 3 milhões por dia, em que deixamos de faturar", disse Harro.

Durante o acordo, ficou acertado que as férias começaram na terça-feira (29), quando a produção parou, e seguem até o dia 11 de junho. Ao todo, são 12 dias de férias e 13 dias de gozo até o estaleiro retornar às atividades normalmente. Isso porque o dia de Corpus Christi, celebrado na quinta (31), foi feriado no município de Ipojuca.

O estaleiro, segundo Harro, tem dois navios para serem entregues em 2018 e outros dois, até junho de 2019.

Reoneração

Na terça-feira (29), o Senado aprovou o projeto que elimina a cobrança de PIS-Cofins sobre o óleo diesel até o fim deste ano. A proposta foi incluída num texto que já tramitava no Congresso Nacional e prevê a reoneração da folha de pagamento de 28 setores da economia, sendo a indústria naval um deles.

Segundo a direção do estaleiro, a medida provoca uma baixa de R$ 35 milhões anuais nos cofres do estaleiro, porque deixa a mão de obra 20% mais cara.

“Isso afeta, direta e diretamente, 18 mil pessoas, na cadeia inteira da indústria naval em Pernambuco, porque sendo mais caros, deixamos de ser competitivos. Quem compra um navio, hoje, paga cerca de 50% em impostos. Em toda a indústria naval do Brasil, o impacto é de R$ 300 milhões [ao ano]”, disse Harro.

Fonte: G1


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