Caso chocante: menina de seis anos morre em Palmares com suspeita de abuso sexual


Caso aconteceu em Barreiros. De acordo com o laudo do hospital, há sinais claros de que a criança foi vítima de estupro.



Um caso chocante de possível estupro de vulnerável a uma criança de seis anos tem revoltado moradores do município de Barreiros, na Mata Sul pernambucana. A criança veio a óbito no Hospital Regional dos Palmares, na madrugada da última segunda-feira (06), onde foram constatados “sinais evidentes de abuso sexual”. O Conselho Tutelar e a Delegacia de Homicídios investigam o caso.

A situação veio à tona após o lado pericial do HRP, atestando a possibilidade de abuso sexual contra a criança. Ela deu entrada na unidade hospitalar após ser transferida do Hospital de Barreiros, queixando-se de fortes dores abdominais. Depois de realizada uma bateria de exames e de ficar atestada a gravidade do quadro médico, verificou-se que a menina apresentava sinais de abuso. A menor veio a óbito na madrugada de domingo para segunda-feira.

CONSELHO TUTELAR


A instituição entrou em contato com a Secretaria de Assistência Social de Barreiros e também com o Conselho Tutelar, que foi em busca do endereço citado na denúncia, no sábado (04). O local, entretanto, estava incorreto, mas os conselheiros tomaram conhecimento, no dia seguinte, de que uma criança de seis anos estava sendo velada em terras do engenho Baeté, na zona rural.


Constatando-se que se tratava, de fato, do velório da pequena Gabriela, a Polícia Militar foi imediatamente acionada e encaminhou as partes para a delegacia:


- “Nós fomos acionados no domingo pelo Serviço Social do (Hospital) Regional dos Palmares e fomos até o endereço indicado para a verificação, mas ele não correspondia ao local correto. No dia seguinte, nós soubemos que havia uma criança de seis anos sendo velada em outro lugar, na Vila Baeté, e se tratava do caso denunciado. Imediatamente acionamos a polícia, chamamos o pai e a mãe e fomos para a delegacia.”, explicou José André, do Conselho Tutelar de Barreiros.


CALVÁRIO


Como o boletim de ocorrências apresentava um laudo provisório de “morte a esclarecer”, os pais foram ouvidos, liberados e retornaram ao funeral. 15 dias antes, porém, o mesmo Conselho havia sido acionado pelo Hospital da Restauração, em Recife, onde a criança tinha sido internada com quadro clínico de anemia, levantando a suspeita de maus-tratos na ocasião.


VERSÃO DA MÃE


A mãe da criança, Adriana da Silva Lauriano, foi quem procurou ajuda médica após notar o comportamento incomum da menina. Segundo ela, no começo da semana passada, Gabriela se queixava de fortes dores abdominais e não conseguia mais andar sozinha.

Mesmo achando estranho o comportamento da filha, Adriana afirmou, em entrevista exclusiva aos Portal Nova Mais, que jamais desconfiou de abuso sexual:

- “De manhã, eu fui acordar minha filha, mas ela não conseguia caminhar, reclamando de dor na barriguinha. Fiquei observando por quatro dias para ver se tinha melhora, mas achando estranho o comportamento dela. Eu jamais desconfiei que alguém pudesse abusar de minha filha.”, afirmou.

Questionada se desconfiava de quem poderia ter cometido o estupro, ela disse não ter suspeitos e que nunca deixava a criança sozinha perto de estranhos:

- “Eu nunca deixava ela sozinha, nem com o pai, em quem eu confio. A única pessoa que eu deixo ficar com meus filhos é a minha mãe”, explicou.

O corpo de Gabriela foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal de Recife, onde foi emitido o laudo conclusivo da causa da morte.


CRIANÇA RETRAÍDA NA ESCOLA

A equipe de reportagem entrou em contato com a professora de Gabriela para saber como era o comportamento da criança no ambiente escolar. Segundo Maria José Melo, a menina tinha um temperamento muito retraído e não tinha o hábito de socializar com os demais colegas. A educadora, no entanto, disse que não desconfiava que a criança sofresse maus-tratos:

- “Gabriela era muito quieta, na dela, e de uns tempos para cá deixou de brincar com os coleguinhas. Depois do período de recesso ela não voltou mais. Eu nunca imaginei que ela estivesse sofrendo abuso sexual, mas dava para notar que ela tinha um comportamento mais tímido e retraído, diferente das demais crianças”, declarou.

O corpo da criança foi velado e enterrado no município de Barreiros. As investigações correm em segredo de Justiça no âmbito da DEAH (Delegacia Especializada em Apuração de Homicídios).


Fonte: Portal Nova Mais


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About Barreiros Esta é a Cidade

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1 comentários:

  1. MDS quanta crueldade eu conhecia essa menina linda que agora e um anjinho 😇😧que Deus tome a providência de tudo

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