Divergências entre laudo do IML e HRP leva Polícia Civil a prosseguir com Caso Gabriela

A perícia do Instituto de Medicina Legal apontou a causa da morte como Sepse. Relatório do hospital indica possível abuso sexual. O caso aconteceu em Barreiros.


Um conflito de informações entre um relatório preliminar do Hospital Regional dos Palmares e o laudo pericial emitido pelo Instituto Médico Legal de Recife, a respeito da causa da morte da pequena Gabriela Vitória da Silva, 06 anos, levou a Polícia Civil de Barreiros, na Mata Sul do estado, a continuar com as investigações. Em entrevista à Nova Quilombo FM, na manhã desta sexta-feira (17), o delegado responsável pelo caso afirmou que a divergência quanto a possível causa da morte requer a necessidade de aprofundamento dos fatos.

A perícia tanatoscópica do IML concluiu, a partir da análise do médico legista, que não havia sinais de abuso sexual ou de agressão física no corpo da criança. De acordo com o documento, a possível causa do óbito seria um quadro de Septicemia (ou apenas Sepse, que é uma infecção generalizada dos órgãos), proveniente de uma pneumonia ou de uma pielonefrite, um tipo de infecção do rins.


Mesmo não encontrando visíveis indícios de agressão sexual, o legista solicitou a coleta de material nos órgãos íntimos para buscar vestígios de espermatozoides:


- “Não foram verificadas lesões na vulva, na vagina ou no ânus. (...) Diante dos achados do presente exame, evidencia-se que a morte ocorreu de sepse, com origem provável nos pulmões (pneumonia) ou nos rins (pielonefrite). Apesar de não terem sido encontrados sinais de agressão sexual, foi procedida coleta de material da vagina e do ânus para pesquisa de espermatozoides, dosagem de PSA e pesquisa de DNA”, disse.


A conclusão, entretanto, contraia um relatório preliminar emitido pelo Hospital Regional dos Palmares, no qual a equipe de enfermeiros, que preparou o corpo da criança para o necrotério, relatou que havia “sinais evidentes de violência sexual”:


- (...) “A equipe estava na dúvida com relação aos encaminhamentos, pois foi verificado por eles no momento de encaminhar o corpo para o necrotério sinais evidentes de abuso sexual”, afirma o relatório.


Os enfermeiros também alegam que tentaram entrar em contato com Conselho Tutelar de Barreiros para acompanhar o caso.


INVESTIGAÇÃO DA POLÍCIA

A partir da leitura do laudo do IML, o delegado responsável pelo caso em Barreiros, Thiago Gontijo, afirmou, em entrevista ao programa Microfone Aberto, que não acredita na hipótese de violência sexual, mas na possibilidade de infecção generalizada dos órgãos. Ele ressaltou, contudo, que as investigações devem continuar, haja vista que o relatório da equipe de enfermagem do HRP apontou a possibilidade de abuso contra a criança:

- “No laudo do IML foi constatado que a causa da morte foi uma infecção generalizada, conhecida como Sepse. Eu sou leigo no assunto da Medicina, mas acredito que essa infecção pode ter atingido as partes íntimas da Gabriela e, por isso, os médicos do hospital de Palmares tenham tido essa impressão (de abuso). Mas, claro, não descarto qualquer hipótese, continuamos na investigação. Não vou ficar adstrito a esse laudo do IML”, explicou.


O pai, a mãe, o Conselho Tutelar e vizinhos já foram ouvidos na delegacia de Barreiros. Os profissionais do HRP, que estiveram envolvidos no atendimento à vítima, devem ser intimados a depor no decurso das investigações. A Polícia Civil investiga o caso desde que se aventou a suspeita de agressão sexual e maus-tratos.


Fonte: Portal Nova Mais

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