Moradores de Amaraji precisam de donativos para reconstruir a vida

Entre as maiores necessidades estão água potável, alimentos, roupas e colchões.


Moradores de Amaraji, na Mata Sul do Estado, voltaram a reviver velhos fantasmas no último final de semana, quando mais de 140 milímetros de chuva castigaram o município. Nem o tempo bom não trouxe alívio. Ontem, pelo menos 30 famílias choravam suas perdas. Móveis, mantimentos e pedaços das casas foram levados pela chuva. Além disso, a cidade está sem fornecimento de água pelos próximos dias. Agora, os moradores contam com uma corrente do bem para reconstruir as vidas afetadas pela enchente.


A babá Wilma Patrícia do Carmo, 38 anos, estava em casa com a família no domingo, quando a água invadiu a residência. “Foi um filme de terror. Tudo aconteceu muito rápido. Algumas coisas conseguimos levantar, outras não. Perdi geladeira, TV e meu sofá. No sábado, eu tinha feito feira. No dia seguinte, a água levou tudo. Vi minha vida inteira indo por água abaixo”, desabafou. “Minha casa virou uma verdadeira cachoeira. Perdi móveis e eletrodomésticos. Por volta das 16h, o nível da água começou a baixar. Ficamos até meia noite tirando a lama e os bichos de dentro de casa”, conta o aposentado Reginaldo Oliveira, 60.

Wilma e Reginaldo são moradores do Recanto dos Pássaros, um dos bairros mais afetados. Com cerca de dois mil moradores, o local chegou a ficar isolado, após uma ponte sobre o Rio Amaraji, que dá acesso à localidade, ser carregada pela chuva. A estrutura foi recuperada de maneira paliativa pela prefeitura na tarde de ontem.

A chuva derrubou árvores e chegou a causar a interdição das rodovias PE-63 e PE-71, que dão acesso a Amaraji. De acordo com a Defesa Civil do município, que passou o dia de ontem realizando levantamentos, o prejuízo também deve chegar aos cofres públicos, já que existem danos na pavimentação e em canaletas, além dos deslizamentos de barreiras registrados. Os postos de saúde também estavam sem atendimento até a tarde de ontem, em decorrência dos danos causados pela chuva.

A situação fez com que o prefeito de Amaraji, Rildo Reis, decretasse estado de emergência. “Estamos em alerta. Nosso secretariado está dando toda assistência às pessoas atingidas. Como não podemos fazer tudo sozinhos, acionamos o governo do Estado para pedir suporte”, explicou. “Nossas maiores necessidades são lonas e água”, completou o coordenador da Defesa Civil do município, Wellington Oliveira.

ÁGUA

Com o rompimento da estação elevatória no bairro de Alice Batista, o município inteiro ficou sem fornecimento de água. O abastecimento, informou o prefeito, só deve ser normalizado dentro de seis dias. Enquanto isso, os moradores precisam de doações de água potável, roupas, alimentos e colchões. Os donativos podem ser entregues diretamente na sede da prefeitura (Rua Rocha Pontual, 72). Informações sobre como ajudar podem ser obtidas através do telefone 99247-2815.

Em nota, o governo do Estado informou que enviou uma equipe da Coordenadoria de Defesa Civil do Estado de Pernambuco (Codecipe) ao município. O comunicado diz ainda que a Compesa vai enviar uma equipe ao local para restabelecer o sistema de abastecimento “o mais rápido possível”.

Fonte: JC


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